Tripé para Fotografia de Natureza

9 de agosto de 2019

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O tripé para fotografia de natureza é o seu maior aliado. Na fotografia de paisagem, principalmente em florestas, ele é quase um instrumento Zen. O motivo é que o fotógrafo tende a ficar mais paciente e mais observador. Reparei isso quando estava fotografando um pequeno rio em uma das trilhas do Parque do Zizo.

A euforia de encontrar algo belo, as vezes, pode cegar o fotógrafo no momento de captar a beleza com sua câmera. Assim, o instante decisivo da foto ou a composição harmônica podem passar batidos.

E foi justamente isso que aconteceu com este rio no Parque do Zizo, a euforia de fazer a foto logo era tanta que fiz as imagens sem o tripé. O resultado foram fotos lindas, mas com muito ruído (ISO alto).

Já perdi grandes fotos de paisagem por achar que não precisava abrir o tripé. Os motivos são os mais diversos. Fotos tremidas por estar com exposição baixa, imagens com muito ruído por ter usado o ISO alto e até algumas sem foco. Tudo isso é evitado com um simples tripé, pois ele permite a estabilidade, a baixa velocidade e ISO e permite prestar atenção nos objetos enquadrados.

O tripé cria uma aura, ele cria na mente do fotógrafo “agora é a hora de parar e sentir”. Por isso, nunca abra mão do seu tripé!

Fotografando a Fauna

Já na fotografia de animais o estigma de usar o tripé passa por um conflito interno dentro da mente do fotógrafo. Ele deve escolher entre a mobilidade e a estabilidade.

Acredito que o uso dele tem uma grande variável principal. Sendo ela o bicho que você está fotografando. Isso porque um animal com comportamento mais estático ou que esteja calmo, o tripé irá permitir trabalhar a foto esteticamente e tecnicamente com mais facilidade.

Uma onça-pintada que você encontra cruzando a estrada não permite a perda da mobilidade, mas uma onça tomando sol permite que você use mais a estabilidade. Uma ave agitada vai exigir que você varie sua posição tanto de cima pra baixo quanto de um lado para outro. Já uma ave se alimentando em uma fruteira pode permitir o uso do tripé.

Como deve ser o tripé?

Um tripé para fotografia de natureza deve ser leve, versátil e resistente.

Ser leve é essencial para fotógrafos que gostam de aventurar-se por trilhas médias e longas. Um tripé pesado acaba tornando-se um fardo depois de 1h de caminhada.

Contudo, tome cuidado ao comprar tripés leves, pois o fator mais importante desse equipamento é a sua resistência. Você não vai querer tomar um prejuízo gigantesco por seu tripé não ter aguentado a câmera.

A versatilidade é um conjunto do baixo peso e da facilidade em manusear as travas. Existem tripés que o fotógrafo perde tempo demais para abrir, outros que podem ser abertos em segundos.

De nada vai adiantar ter um tripé leve, versátil e resistente, se não prestarmos atenção na hora de equilibrarmos ele no chão ou checar se as travas estão devidamente presas. FIQUE ATENTO, já vi muito tripé de excelentes marcas, inclusive o meu, cair com a câmera, por falta de atenção ao fixar ele no chão ou travar errado.

Marca que Uso e Recomendo

Sempre trabalhei com a Gitzo. Apesar do custo elevado, o tripé é extremamente leve e resistente. Além de ser fácil de manusear e pequeno quando retraído. O modelo que uso é o Gitzo GT3542L Mountaineer Series 3 Carbon Fiber Tripod (Long).

Outra marca boa no mercado é a RRS e com um preço um pouco mais baixo é a Manfrotto.

Qualquer dúvida, entre em contato!

Victor Chahin – Agosto/2019